Passamos a vida inteira sendo ensinadas a agradar. A sermos as meninas boazinhas, as mulheres compreensivas, as mães e esposas que dão conta de tudo. Mas a que custo?
Quando cheguei perto dos 40 anos, percebi que o meu 'sim' para os outros quase sempre significava um 'não' para mim mesma. Eu estava exausta, drenada e, pior, não me reconhecia mais.
O ponto de virada não foi um grande evento explosivo. Foi num final de semana comum, quando me pediram mais um favor que ultrapassava todos os meus limites. Pela primeira vez, eu respirei fundo e disse: Não, eu não posso.
O silêncio que se seguiu foi assustador, mas a sensação de liberdade no meu peito foi indescritível. Dizer não é colocar uma cerca ao redor do seu jardim interno. É dizer ao mundo: 'Aqui dentro quem manda sou eu, e só entra quem eu permitir'.
Se você também sente dificuldade, comece pequeno. Diga não para um convite que não quer ir. Diga não para uma sobremesa que não está com vontade. Treine o músculo do não. Ele é a fundação de um amor-próprio inabalável.