Se alguém me dissesse há cinco anos que minha história viraria livro físico nas estantes e na Amazon com entregas em todo o Brasil, eu provavelmente soltaria uma daquelas minhas gargalhadas sem graça de quem não acredita na própria força.
Tudo começou com anotações soltas no bloco de notas do celular, quase sempre de madrugada, quando as lembranças do passado vinham com força total. Cada capítulo me exigiu uma dose cavalar de coragem, porque falar sobre as nossas feridas mais íntimas é apavorante.
"Colocar a própria verdade no papel não é sobre vaidade; é sobre estender a mão para quem ainda está atravessando o mesmo deserto."
Teve dia em que chorei sobre o teclado. Teve dia em que ri sozinha lembrando das gafes e perrengues amorosos. Mas a sensação de ver o livro pronto, impresso, com a capa dos meus sonhos e chegando na casa de leitoras de todo o país é indescritível.