A internet transformou o amor-próprio num produto de beleza. Um creme hidratante, uma máscara facial, um dia no spa. Tudo isso é maravilhoso, mas não é o cerne da questão.
Amor-próprio, na trincheira da vida real, é muito menos fotogênico.
É ter coragem de terminar um relacionamento que te apaga, mesmo morrendo de medo da solidão. É olhar para a sua conta bancária e tomar uma decisão difícil para garantir seu futuro. É perdoar a si mesma por erros do passado em vez de se punir eternamente.
Eu aprendi isso da forma mais dura. Passei anos cuidando da casca enquanto a minha essência sangrava. Quando escrevi Cabelo de Bombril, eu não queria falar de cosméticos. Eu queria falar das cicatrizes que a gente esconde.
Pratique o amor-próprio hoje fazendo uma escolha difícil que vai beneficiar a mulher que você será daqui a 5 anos. Ela vai te agradecer.